Arquivos da categoria: ONGs

“Moço, eu não quero dinheiro”

Vídeo da ONG Casa do Zezinho, de São Paulo, busca sensibilizar população sobre a importância da educação para crianças carentes


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Durante algumas horas do dia 28 de fevereiro de 2013, os pequenos atores Marjorie Blatt e Victor de Sá, de 9 anos, fizeram-se passar por crianças de baixa renda no centro de São Paulo, aproximando-se dos pedestres e pedindo ajuda. Eles não queriam dinheiro. Na verdade, precisavam de ajuda para resolver dúvidas de português.

A experiência, criada pela AlmapBBDO, foi documentada pela produtora Cine e está no filme “Ajuda”, de 1 minuto, para a Casa do Zezinho.

Clique aqui para conhecer o trabalho deles e ajudar.

Rak n’Roll: ação transforma ONG em selo independente

Entidade da Polônia coloca música a serviço da recuperação de pacientes com câncer de mama

Amanda de Almeida, no Brainstorm #9

No idioma polonês, rak significa câncer. Rak é uma ONG da Polônia que se dedica a cuidar de pacientes de câncer de mama durante e depois do tratamento. E rock n’roll é a inspiração para uma das ações mais bacanas dos últimos tempos, misturando música, mobilização social e conscientização.

“A VIDA SEM UM SEIO É INCOMPLETA. É UMA VIDA EM MONO.”

O conceito criado pela 180heartbeats e Jung von Matt propõe, então, incentivar as pessoas a ajudarem a entidade no trabalho de tornar a vida das pacientes estéreo novamente. Foi assim que surgiu o Rak n’ Roll, um selo independente de música voltado para a caridade, que promove e vende música na internet.

No site, é possível ouvir diversos artistas em mono, ou seja, com apenas um alto-falante funcionando. Quando você compra a música, ela passa para estéreo. Todo o dinheiro é destinado para a luta contra o câncer de mama e recuperação de mulheres após a mastectomia.

Além de artistas consagrados da Polônia, bandas independentes também aderiram ao projeto. De ação social, a ideia acabou se tornando um dos principais selos independentes do país, com mais de 100 artistas, tudo isso em apenas 3 meses.

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Corinthians estampará marca da ONG AfroReggae contra o Vasco

O Corinthians não cobrou pela divulgação. Foto: DivulgaçãoO Corinthians não cobrou pela divulgação

Publicado originalmente no Terra

Sem patrocinador máster, o Corinthians enfrentará o Vasco no domingo com o logotipo da ONG carioca AfroReggae. O clube não cobrará pela divulgação. A partida, válida pela 14ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, começará às 16h (de Brasília) no Estádio São Januário.

Ivan Marques, diretor de marketing da equipe alvinegra, exaltou o projeto, que comemora 20 anos de existência em janeiro de 2013. “É um enorme prazer para o clube apoiar uma instituição que fez tanto pelas comunidades do nosso país. Em seus quase 20 anos de trabalho, a organização mostrou seriedade e ajudou a mudar a vida de muitos jovens”, afirmou.José Júnior, presidente do AfroReggae, valorizou a oportunidade de expor a marca da iniciativa na camisa do “time do povo”. “O AfroReggae luta para unir as diferenças e dar fim à desigualdade social. Não existe lugar melhor para ver a marca do nosso trabalho do que na camisa do time do povo”, disse.

ONG promove protesto contra mortes de crianças durante operações policiais no Rio


Protesto por morte de inocentes durante operações policiais no Rio de Janeiro ocorreu na manhã desta sexta-feira (3), em Copacabana

Publicado originalmente no iG

A organização não governamental (ONG) Rio de Paz promoveu na manhã desta sexta-feira (3) um protesto em frente à avenida Princesa Isabel, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. O objetivo era protestar contra a mortes de pessoas inocentes, especialmente de crianças, em operações policiais nas favelas do Rio. Um lençol branco com 30 metros de comprimento foi estendido na areia, manchado de tinta vermelha. Sobre ele, foram colocados brinquedos doados por meninos e meninas de favelas e bairros de classe média do Rio de Janeiro.

Durante um protesto, um cartaz de 2 metros de altura e 7 metros de largura ficará estendido na praia com o nome de sete crianças vítimas da violência decorrente dos confrontos entre policiais e bandidos.

O caso mais recente é o de Bruna, de apenas 10 anos, que há uma semana morreu após ser atingida no abdômen por um tiro de fuzil, ao ser surpreendida no meio de um tiroteio entre traficantes e policiais, na Comunidade Costa Barros, na zona norte da cidade.

O presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, disse, em entrevista à Agência Brasil, que a manifestação visa a não deixar o caso cair no esquecimento e sair rapidamente das páginas dos jornais.

“É preciso lembrar que está se iniciando um período em que as noticias envolvendo o julgamento do caso que ficou conhecido como mensalão predominarão nos noticiários de todo o país. Mas não menos importante é também chamar a atenção para esses crimes que tiram a vida de crianças e adolescentes em toda a cidade e em particular nas comunidades carentes”. A ONG é filiada ao Departamento de Informação Pública da Organização das Nações Unidas (DPI-ONU).

Os participantes do protesto vão pedir ao Poder Público que acompanhe a família da menina Bruna. “São vários os casos de civis inocentes e crianças pobres mortos em operação policial nas favelas e ruas do Rio de Janeiro. Muitas dessas mortes geraram muita comoção pública e debate em seus respectivos momentos, mas pouco se fez pelas famílias das vítimas, e as mortes continuam acontecendo”, disse Costa.

A ONG quer que o governo do Rio se pronuncie sobre mais esse acontecimento trágico envolvendo a morte de criança em operação policial. “Mesmo que seja provado que o tiro partiu de um traficante, a tragédia aconteceu em uma ação do Estado, em uma sexta-feira, à luz do dia, em pleno período de férias escolares e com as ruas e vielas repletas de crianças”, disse.

A Rio de Paz quer que o Poder Público defina ações para evitar que crimes como esses voltem a acontecer. “Não estamos acusando a polícia de ter matado a Bruna, muito menos intencionalmente. Não estamos também querendo atar o braço da polícia, impedindo-a de prender bandidos que infernizam a vida da população. Não deixamos de reconhecer que há policiais em cadeira de roda e muitos que até mesmo tombaram ao tentar defender a sociedade da ação de criminosos. Mas também não podemos ignorar que a menina morreu durante uma ação do Estado”, reforçou.

*Reportagem Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

foto: Agência Estado

Ex-miliciano a serviço de ONG

Maria Inez Magalhaes, em O Dia

Ele foi um homem da lei e fora da lei. Agora, o ex-PM Robson Holmes, 42 anos, é o primeiro ex-miliciano a fazer parte do Grupo Cultural AfroReggae. Conhecida por promover a recuperação de criminosos, a ONG iniciou com Holmes o trabalho de resgate de integrantes de grupos para militares.

“Já consegui empregos para quatro ex-milicianos nas empresas nossas parceiras”, orgulha-se Holmes, um dos responsáveis pelo projeto Empregabilidade, que encaminha presos que ainda cumprem pena e ex-detentos ao mercado de trabalho.

Assim como ajudou os quatro amigos, ele começou no AfroRegge e pelo Empregabilidade. “Fui ser manobrista. Gostei muito. Fiquei deslumbrado com os carrões que dirigia”, diverte-se o ex-cabo.

Foto: Felipe O' Neill / Agência O Dia
Robson Holmes procurou o AfroReggae há dois anos e já trabalhou como manobrista: “Gostei muito. Fiquei deslumbrado com os carrões que dirigia” | Foto: Felipe O’ Neill / Agência O Dia

Holmes foi expulso da PM por envolvimento com o jogo do bicho. Seu nome apareceu numa anotação de proprinas apreendida numa operação da Polícia Civil. “Ganhávamos dinheiro para não coibir esse tipo de crime”, revelou ele, que cumpriu pena no Complexo Penitenciário de Gericinó e não tem mais dívida com a Justiça.

Holmes conta que começou na milícia em 2003. Ainda PM, ele atuava da comunidade onde morava, em Duque de Caxias. Expulso da corporação, passou a ajudar grupos de milicianos.

Confessa que procurou o AfroReggae por pressão da família. “Disseram que iriam me abandonar se eu voltasse à milícia. Vi matéria sobre o AfroReggae e procurei”, contou Holmes, que entrou há dois anos na ONG.

Ele revela que, ao ser solto, foi recebido por integrantes da milícia. “Me deram dinheiro para continuarmos com as ações. Mas minha família me viu com eles e desisti”, diz Holmes. Perguntado se está arrependido, ele é direto: “Fiz o que tinha que fazer. Estou numa nova vida”.

Histórias do mundo da criminalidade

Com ex-traficantes e policiais da ativa, Holmes participará terça e quinta-feira do Comandos, novo projeto do AfroReggae. Eles contarão histórias dos grupos dos quais participaram. “Diziam que era impossível recuperar traficantes e provamos o contrário. O mesmo estamos fazendo com os milicianos”, festeja o coordenador-executivo do AfroReggae, José Junior.

Desde 2008, pelo menos 680 pessoas foram presos por integrar milícias

Pelo menos 680 pessoas foram presas desde a criação, em 2008, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Alerj para investigar a ação da milícia no estado.

Depois de cinco meses de trabalho, a CPI, que foi presidida pelo deputado Marcelo Freixo (PSOL), indiciou 218 das 879 pessoas envolvidas, entre elas, oito policiais civis, 67 PMs, três bombeiros, dois agentes penitenciários, dois militares das Forças Armadas, cinco militares de órgãos não identificados e 130 civis.

Segundo o relatório, cobrança de taxas e o monopólio de serviços nas favelas renderam um império financeiro aos envolvidos. A Justiça condenou vários, como o ex-deputado Natalino José Guimarães, o irmão dele e ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, que atuavam em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.

Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Os irmãos Jerominho e Natalino foram condenados por formação de quadrilha que atuava na Zona Oeste | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Foram mapeados ainda Honório Gurgel, Rio das Pedras, Gardênia Azul, Curicica, Campinho, Vila Valqueire, Bangu e Duque de Caxias, entre outros. Os grupos se estruturaram em 171 comunidades, 118 delas no Rio, 34 na Baixada, cinco em Itaguaí, quatro em Niterói e São Gonçalo, cinco na Região dos Lagos, duas no Norte e três no Sul Fluminense.

Colaborou Geraldo Perelo